A moda passa, mas a essência fica!?!

É notório que o Reggae no Brasil está em ascensão e que o ritmo por um
bom tempo tem chamado a atenção das mais diversas camadas da sociedade
e principalmente da mídia de massa, como a televisão, rádios, jornais e
revistas de grande circulação nacional. Com toda essa promoção
feita pelos meios de comunicação, o natural é que curiosos, ou até
pessoas que já tinham uma mínima afinidade pelo assunto, passem a se
interessar cada vez mais, o que em primeira instância cria uma sensação
parecida com o surgimento de uma nova moda.

Apesar da grande maioria das pessoas envolvidas com o ritmo serem contra a existência de grupos ou de artistas que se aproveitam dessa onda, é inegável que momentos como esse
auxiliam a disseminação dos autênticos ideais e da essência que o
Reggae procura passar, já que os verdadeiros interessados sempre vão
além do que lhes é “empurrado” pela mídia. Nesse cenário em que o
dinheiro mantém vivos também os artistas da velha guarda, um problema
tem surgido afetando a essência e ameaçado o acontecimento de eventos
de grande porte com artistas até reconhecidos internacionalmente, e que
vem de carreiras que chegam até aos mais de 30 anos.

Para não arriscar o seu dinheiro e as suas carreiras como empresários (o que não
deixa de estar certo), criou-se no Brasil uma tradição de misturar
grandes atrações internacionais como The Gladiators, Alpha Blondy, Israel Vibration,
Culture, Don Carlos, U-Roy, Burning Spear, dentre outros, com alguns
artistas brasileiros (salve exceções claro) que estão apenas em
evidência na mídia, mas que passam longe dos ideais do Reggae e que
desagradam o público que está mais ligado às tradições do ritmo do Jah.
Este público acaba deixando de ver seus “artistas de cabeceira” somente
pela presença dos “tais grupos de moda”.

Isso é um problema latente, e cada vez mais tem sido percebida a ausência dos originais
apreciadores do ritmo que por tanto tempo foi discriminado no país, e
logo agora em sua ascensão tem estado desamparado pelos que antes
hasteavam a sua bandeira. Como pode ser visto, a mídia que constrói,
também pode destruir. Com o tempo, assim como já aconteceu com tantos
outros ritmos musicais no país, a moda vai passar, e a essência irá
ficar, mas cabe aos verdadeiros incentivadores do Reggae não deixar que
essa essência suma aos poucos como vem acontecendo nesse momento.

Apesar dessa falta de apoio por uma parte do público em si, muitos grupos
estão mantendo a chama acesa em cada estado e região do país, já que
sempre é possível ouvir falar de organizações ou pessoas que promovem
reuniões para discutir as origens do reggae, bem como mostrar aos que
estão ingressando nesse mundo qual é a verdade por trás de tudo que
existe. Portanto, se você realmente se importa com a evolução do Reggae
no Brasil, e mais do que nunca quer manter a chama acesa, apoie os
artistas seja indo aos shows, adquirindo os álbums ou divulgando aos
seus amigos, pois acredite! Viver de Reggae no Brasil não é nada fácil.

Basta acreditar, mostrar o verdadeiro significado do reggae para cada um, como uma corrente. Não podemos deichar o verdadeiro reggae morrer. O que vemos hoje é uma palhaçada, mudam totalmente a essência do reggae, mas na midia tratam como reggae, cade o som marcante do baixo e da bateria no ritmo? É só entender um pouco de musica para saber qual reggae ainda tem essência no Brasil, que são poucos! Tomara que a moda passe, e que o original reggae jamaicano volte!

~ por guimartins em julho 22, 2008.

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